Apesar de termos um bom plantel isso ainda não se traduziu em campo num time equilibrado, com organização tática, que gere confiança na torcida. Salvo o jogo contra o Bahia e o segundo jogo da classificação na primeira fase da Copa do Brasil, pois no mais foi só simples apresentações contra modestos times do interior do estado e do nordeste. Mas pode-se dizer que foi o que teve para se disputar. Sim, mas o que estamos abordando é essa crescente falta de
confiança, esse olhar desconfiado da torcida que até já chamou o Caio Jr. de burro. Fomos desclassificados na Copa do Nordeste; tivemos que fazer o segundo jogo na Copa do Brasil; e agora estamos em segundo lugar dois pontos a frente do terceiro no Campeonato Baiano mais um tropeço às coisas se complicam.
O que é que está havendo lá na Toca do Leão?
Uma coisa é fato na equipe rubronegrabaiana: a ausência de Renato Cajá é determinante para o mau desempenho do time. Mas uma equipe de Série “A” não pode ficar dependente de uma só peça. Um só jogador. No segundo jogo contra o Mixto Marquinhos resolveu, que é craque, mas sempre foi inconstante em suas apresentações e, aliás, o Vitória no ano passado afundou com a queda de rendimento deste jogador no segundo turno.
Já a derrota contra o Mixto acreditamos ser totalmente explicável, pois foi um jogo fora de casa, num campo desconhecido e ruim, na ressaca do BAVI de 5X1, depois de uma longa viagem de avião. Chamamos de ressaca em nosso último texto. Agora perder dois jogos seguidos no Campeonato Estadual para o Botafogo e hoje perder para o Juazeiro (0X1) sendo os dois jogos dentro de Salvador, não se explica. Perder um jogo pode ser considerado um acidente de percurso; perder dois jogos seguidos é saber que há algo errado; pois se perdermos três é complicar-se de vez no Estadual. E quando lembramos que ainda vem aí a Série “A”...
Com a palavra Caio Jr.