Acertando a mão na receita

Nos nossos textos do inicio do ano falamos que a manutenção de Antonio Lopes era algo positivo para o Vitória (veja os textos nas outras páginas do nosso blog), nós tinhámos ali a certeza da capacidade deste que é um dos mais antigos profissionais em atividade no futebol brasileiro. Mas para dar ritmo e uma formação definida para o time, Lopes utilizou algumas palavras que rimam. São elas: referência, paciência, insistência, competência, experiência.
REFERÊNCIA: em busca de um jogador que se mantivesse na área servindo de referência para os jogadores que vinhesse de trás, o Vitória buscou em Neto Baiano Edson não foi muito feliz em suas investidas, Rildo é atacante, mas não tem o perfil (nem corpo) para o homem de referência, Pedrão já até foi embora, e ainda vieram alguns meninos da base e nada;
PACIÊNCIA: Virtude que consiste em suportar as dores, incômodos assim diz Aurélio. E durante o periodo de pré temporada e início do Baianão e Copa do Brasil, vimos a pressão pela volta de Neto Baiano; vimos que o time chegou a jogar com mais de dez formações diferentes; vimos a contratação e devolução de Pedrão; vimos a imprensa em alguns momentos dizendo que o técnico estava inventando na escalação; vimos a chegada de Geovane e Nikão; e na continuação do rodízio vimos o time jogar com dois volantes e quatro meias se engrenar e evoluir, dando confiança a comissão técnica e a torcida;
INSISTÊNCIA: jogando com Esdras, Mineiro, Uelinton, Geovane, Elkeson e Nikão, o time começou ganhando sem convencer e ao ganhar ritmo e entrosamento as vitórias vêm acontecendo com facilidade e dentro de um ritmo cadenciado chagando a se falar lá no Barradão que “o time tá jogando o feijão com arroz”, o que leva crer que dá pra jogar muito mais;
COMPETÊNCIA: esta virtude é do todo: Viáfara, Nino, Alisson, Léo Furtunato, Eduardo; Esdras, Mineiro, Uelinton, Geovane, Elkeson e Nikão; e das demais peças de reposição: Douglas, Gabriel, Reniê, Ernani, Neto Coruja, Vander, Neto Baiano, Edson, Nanía, Leo, Duylio, Jr. Timbó, Saba, somado a Antonio Lopes e sua equipe;
EXPERIÊNCIA: Com setenta anos de idade certamente o comandante do time em campo é o mais experiente técnico de futebol em atividade. (houve época que não éramos torcedores dele por ser parceiro do Vasco na era Eurico Miranda, que para nós é o pior dirigente de futebol do país, e que fez escola aqui no Vitória. Mas isso é outro assunto). Ninguém se mantêm tanto tempo assim no futebol se nesse profissional não fosse encontrado qualidade no seu trabalho.

Enfim, com tantos jogadores jovens com idade abaixo de 20 anos, outros jogadores craques e experientes, com um goleiro tipo paredão e artilheiro, e ainda um banco de reservas à altura do time que está jogando, o Vitória fez uma “massa encorpada” que se avoluma com a experiência do alto dos 70 anos do seu comandante. Este é o tempero que dar o ritmo, o “sabor”, a beleza que é ver o Vitoria jogando nos últimos jogos.      
Resumindo. O troféu do baianão 2011 tem endereço certo para ser guardado. BARRADÃO.
Já para a Série “B”, o nome de Ricardinho se encaixa bem.  

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